Florais de Bach na Depressão, Ansiedade, Síndrome do pânico e medo
Um estudo de caso de tratamento de uma pessoa portadora de síndrome do pânico, com tratamento pela medicina tradicional e o uso de florais de Bach para síndrome do pânico, como terapia complementar.
Rock Rose
Relato de caso
Uma jovem, de 22 anos, solteira, apresentou-se ao consultório relatando síndrome do pânico e agorafobia. Já estava fazendo uso de medicação e acompanhamento psiquiátrico há dois anos, com uma pequena melhora, mas as crises ainda persistiam.
Durante a consulta, ela relatou que tinha de duas a três crises de pânico por semana. Durante os ataques, ficava sentada em um canto de seu quarto, sem se mexer. Apavorada, tomada um benzodiazepínico sublingual e o terror diminuía lentamente. Fazia uso de um antidepressivo, que tomava no café da manhã, o benzodiazepínico em gotas ao deitar, e o mesmo medicamento, como comprimido, era utilizado de forma sublingual durante os ataques de pânico.
Durante as visitas ao psiquiatra, também era um motivo para um medo intenso, mas logo passava ao adentrar o consultório, pois o médico era experiente e confortante. Durante a consulta, ela sentia-se em paz e segura. O problema era relatado antes da consulta e após, pois o consultório era muito próximo ao Metrô, em São Paulo, e havia muito medo desse tipo de transporte. Como seu pai não possuía automóvel, ele a acompanhava de Metrô, que a proporcionara certo alívio.
No consultório de terapia floral, disse-me que não houve medo, pois ela foi indicada por uma amiga, que lhe explicara que o profissional não era um médico, mas sim um terapeuta que lhe recomendaria os tais florais de Bach para síndrome do pânico, não havendo nenhum perigo nisso. [Logicamente, não há florais para tratar doenças específicas, como florais de Bach para síndrome do pânico, ansiedade ou qualquer outro problema, os florais de Bach tratam a pessoa, e não a doença. Como casa ser humano é um ente único e exclusivo no mundo, devemos tratá-lo com o máximo de individualidade e ouvi-lo com todo cuidado.] Havia um indicio claro do receio de adentrar num consultório médico de qualquer natureza. Durante a anamnese, foi perguntado o que a deixava com medo além de embarcar em trens. A moça comentou que jamais passa em frente a um hospital, pronto-socorro e/ou postos de saúde.
A moça relatou, que sua vida era absolutamente normal, e que os ataques de pânico somente começaram após um traumatizante acidente com uma amiga. Ela foi atropelada e morreu no hospital alguns dias após o fato.
Depois do ocorrido, além dos ataques de pânico, ela apresentava arritmias cardíacas, tremor nos braços, mãos e abdome, oscilações em sua pressão arterial, entre outros. A jovem também tinha certeza que estava doente. Visitou o cardiologista, que fez a solicitação de uma bateria de exames, todos sem alteração alguma. Foi também ao neurologista, que descartou qualquer tipo de doença orgânica. Seus sintomas continuaram e ela manteve-se apenas com o psiquiatra.
Somente foi possível perceber o fundo de seu problema, após três sessões. Na verdade, o que a aterrorizou, não foi o fato de perder a amiga, mas de ver o corpo dela sendo “enterrado”. Como ela própria relatou: “jogar aquela terra em cima da gente, me deixa simplesmente pálida e apavorada”.
A partir desse momento, foi mais clara a causa de seu problema, e desta forma, indicar os florais de Bach ideais para esta situação de vida.
Vê-se que muitas vezes, na maioria das doenças, principalmente de foro psiquiátrico, há um sentimento íntimo, de fundo, que muitas vezes a pessoa tem medo de comentar. Muitas pessoas dizem a seus terapeutas: “não consigo falar isto para mim mesmo diante do espelho, imagine par o senhor”. Mas é exatamente esse problema de fundo, que muitas vezes está a solução para o problema, por mais difícil que seja.
Voltando ao caso estudado, a jovem começou a tomar os florais de Bach, concomitantemente com a medicação prescrita pelo médico, que jamais deverá ser diminuída ou suspensa sem o consentimento dele. Logo na semana seguinte, ela enviou-me um e-mail relatando melhora, disposição e vontade de fazer as coisas.
Após três meses de terapia, a moça retornou ao consultório relatando que arrumou um namorado, retornou aos estudos aos poucos e já estava a procura de um novo trabalho.
Percebe-se sempre, que na maioria dos casos, quando se integra com a medicina tradicional, “unindo forças”, a melhora é sutil e gradual, mas com bastante consistência.
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Autor/Fonte: Daniel Covolo Mazzo – Terapeuta floral de Bach
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