domingo, 22 de julho de 2018

Órgãos de saúde vão intensificar campanhas para combater informações falsas sobre vacinação

Órgãos de saúde vão intensificar campanhas para combater informações falsas sobre vacinação

Neste ano, mais de mil notícias passaram pelo filtro do governo


Por O Dia
Publicado às 03h00 de 21/07/2018 - Atualizado às 03h00 de 21/07/2018
Moradora de Duque de Caxias, Rayana Gomes da Costa arriscou a saúde do próprio filho, em 2015, quando estava grávida. A jovem, então com 23 anos, ignorou as orientações do obstetra e não tomou as vacinas necessárias para protegê-la e também ao bebê. A decisão de ignorar o médico foi tomada após receber mensagem que afirmava que as doses causariam microcefalia na criança - Marcio Mercante / Agencia O Dia

Rio - A antiga teoria da conspiração de que as vacinas servem para controlar a população ainda continua sendo uma barreira para a saúde. Essa informação errada, junto com outras mentiras, que ganharam ainda mais fôlego na onda de fake news (notícias falsas) pela internet, preocupa o governo com relação à adesão das vacinas: em 312 municípios, menos 50% da população está imunizada. Por precaução, nesta semana, o Ministério da Saúde lançou alerta contra a enxurrada de informações enganosas pedindo que os órgãos de saúde intensifiquem as campanhas.

O DIA reuniu sete informações falsas sobre imunização e esclareceu as dúvidas com a superintendente de Vigilância e Saúde da Prefeitura do Rio, Cristina Lemos, e o médico da Subsecretaria estadual de Vigilância e Saúde, Alexandre Chieppe. Sobre as fake news, a Fiocruz avisa: "Antes de compartilhar uma informação que possa causar pânico desnecessário e confundir, certifique-se que vem de uma fonte oficial. Saúde Pública é coisa séria". Em 2017, o Ministério da Saúde recebeu mais de 2,2 mil alertas de notícias no meio digital para serem analisadas. Este ano, até então, foram mais de mil.

A vacina é indispensável para que haja o controle de doença epidemiológica, e, devido a isso, a recomendação é que, no mínimo, 95% da população esteja vacinada. O problema é que as pessoas acabam ficando confusas com a quantidade de controvérsias nas informações, e passam a questionar a eficácia da imunização.

"Sem dúvidas, a vacina é um método seguro e eficaz de proteção contra doenças. Elas são um dos produtos que mais salvam vidas. O Brasil hoje tem um dos maiores programas de vacinação em todo mundo, e garante o acesso à um conjunto de vacinas que previnem doenças de grande impacto na saúde das pessoas. Além de garantir sua proteção, é um ato de cidadania", destacou o médico Alexandre Chieppe.

Para doenças erradicadas, o protocolo é o mesmo. Elas só deixam de circular devido à imunização social, e é por isso que a baixa cobertura vacinal é uma disfunção generalizada, pois permite que haja uma abertura para o retorno de doenças que já não estavam mais alastradas, como o caso do sarampo.

A recomendação do Ministério do Saúde sobre notícias duvidosas é que se procure embasamento científico ou peça ajuda de um profissional para sanar dúvidas. No site da instituição (portalms.saude.gov.br) estão disponíveis cartilhas de orientação sobre a imunização.

Para identificar fake news, especialistas dão algumas pistas: são notícias vagas, alarmistas, sem fontes citadas e com informações contraditórias.


Sobe para sete o número de casos de sarampo no Estado

A Secretaria Estadual de Saúde confirmou nesta sexta-feira cinco novos casos de sarampo no Rio. Com isso, sobe para sete o número de infectados pela doença, sendo dois em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e os outros na capital.

Todos os episódios têm ligação com a Faculdade de Direito da UFRJ, onde foi registrado o primeiro caso da doença no estado após 18 anos, em uma estudante que retornou de Petrópolis. Outros 33 casos estão sendo investigados no Rio.

No dia 3 de julho, a Secretaria Municipal de Saúde realizou ação de vacinação de bloqueio no campus da faculdade.

A proteção contra o sarampo faz parte das vacinas Tríplice Viral e Tetra Viral. Conforme o calendário de vacinação do Ministério da Saúde, as vacinas estão disponíveis para crianças entre 12 e 15 meses.

A cobertura vacinal contra a doença para crianças de um ano no estado do Rio é de 95%. Adultos de até 49 anos que não tenham tomado a vacina também devem ser imunizados. Quem já tomou as doses da vacina, independente da época, não precisa tomar uma nova dose. Grávidas e pessoas com baixa imunidade não devem tomar a vacina sem indicação médica.

Segundo o Ministério da Saúde, foram confirmados 677 casos de sarampo no país até a última segunda-feira, com surtos em Amazonas e Roraima.

O sarampo é uma infecção viral que gera sintomas como febre, manchas no corpo, tosse e conjuntivite.

A campanha nacional contra a doença está programada para os dias 6 a 31 de agosto, com o dia D no sábado, dia 18.

Fonte: https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2018/07/5559727-orgaos-de-saude-vao-intensificar-campanhas-para-combater-informacoes-falsas-sobre-vacinacao.html

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